I Encontro do Movimento de Teatro de Rua do Ceará
Caros,
Estou chegando de Arneiroz, no sertão dos Inhamuns, Ceará, onde estive de 11
a 13 de junho, por ocasião do I Encontro do Movimento de Teatro de Rua do
Ceará, uma iniciativa dos grupos e cias de teatro do estado. Este evento
ocorreu dentro do IV Festival dos Inhamuns – Circo, Bonecos e Artes de Rua
que se espalhava pelas cidades de Tauá, Parambu, Quiterianópolis e Aiuaba.
Tentarei descrever para vocês as minhas sensações e reflexões desta
experiência com os companheiros e me convidaram a participar.
Saí do Rio de Janeiro às 21:50h do dia 10/06 e cheguei em Fortaleza, às
00:50h do dia 11/06. Fui para o hotel Abrolhos dormir um pouco e às 05:30h,
saímos para o sertão dos Inhamuns. O motorista Maurício avisou que a estrada
estava ruim, por causa das chuvas. Que um açude havia arrebentado e levado
parte da BR-020, que liga o litoral ao sul do estado... por isto ele teria
que fazer outro caminho e aumentar o tempo em duas ou três horas. Eu não
havia jantado no dia anterior e estávamos saindo antes do café-da-manhã do
hotel... Falei isto para ele e para os meus outros dois companheiros de
viagem: Pedro Domingues e Alexandra Costa.
Maurício disse: “- Vamos parar no trevo! Lá tomamos café!”
Chegamos ao trevo, às 06:00h. Paramos num posto de gasolina que estava
lotado. Fomos para a lanchonete e fizemos o primeiro contato com o nordeste:
caldo de carne, carne-de-sol, batata-doce, cuzcuz... me fartei! Fomos para a
estrada! As cidades se apresentavam para nós com toda a sua beleza de
casarios coloridos de telhados cansados em meia-água. Quixadá me encanta com
seu cenário rochoso cinematográfico; Quixeramobim, terra de Antonio
Conselheiro, lugar onde o Zé Celso apresentou Os Sertões, Pedra Branca de
serra verde, estrada pintada de carcarás, coiotes apressados e jumentos
ingênuos e lindos. Os buracos não me deixavam dormir por isto eu via toda a
beleza do nordeste molhado, verde, olhos d’água.
Chegamos à Tauá, às 12:06h. Ali o Festival também acontecia e o Pedro e a
Alexandra (soube na viagem que eram do MinC) iriam participar de uma mesa
sobre territórios da cidadania. Almoçamos em Tauá, na pousada Silvestre.
O Luis Carlos Vasconcelos estava sentado à mesa almoçando - primeiro rosto
conhecido – ele disse que estava ministrando uma Oficina de Produção de
Texto (dramaturgia do palhaço) de 5 dias e iria se apresentar naquela noite,
às 20h com o espetáculo “Silêncio total – Vem chegando um Palhaço”.
Conheci
o Fábio (um dos produtores) que nos orientou sobre o encontro e, depois
comemos feijão de corda, farofa, macarrão, carne-de-sol... Deixamos os dois
(Pedro e Alexandra) no salão paroquial de Tauá, e seguimos para Arneiróz,
que ficava a 47km de distância.
Na estrada, carcará, açude, jumento, olho d’água, serra verde...
Às 15h, entramos em Arneiróz, vila com duas ruas maiores e três transversais
menores. Levaram-me para o “hotel” do Seu Nery e da Dona Inês. Um lugar
simples, com uma cozinha grande que você tinha que atravessar para chegar
aos quartinhos. Carne pendurada ao sol, panelas reluzindo, rádio ligado
dando as notícias da capital. Cheguei ao quarto e, antes mesmo de tirar os
sapatos, montei o meu ‘laptop’ e enfiei o modem da internet... nada! Peguei
o celular para ligar para casa e avisar que cheguei bem... nada! Comecei a
suar frio... abri a porta e perguntei para Dona Inês: “ – Aqui pega celular?
internet?” Ela me respondeu com uma calma carinhosa, enquanto continuava o
seu crochê, sentada na calçada da pousada: “ - Não, meu filho... se precisar
ligar, tem um orelhão aqui do lado e uma internet à radio, que às vezes cai
ali na frente, ó!” “- E banco, tem BB, Itaú, Caixa? “ insisti (porque
estava com pouco dinheiro em espécie). Ela, “tem não, moço. Tem só um
Bradesco, que comprou o Banco do estado do Ceará... “Agradeci e voltei para
o quarto, sentei na cama e comecei a desfazer as malas e refletia sobre a
cidade onde estava: ARNEIROZ, Ceará, Brasil.
A situação me trouxe a realidade do meu país, do meu povo da minha gente, das várias maneiras de
viver e de fazer teatro. TEATRO!!! Lembrei que havia lido na programação que
o Júnio Santos iria mostrar a brincadeira do CABEÇA DE PAPELÃO, às 17h. Pedi
ao menino que me chamasse, eu iria esticar os ossos um tiquinho só... Ele me
chamou: “- Moço, começou o Cabeça de Papelão lá na Praça da Matriz! “ Dei um
salto da cama peguei a câmera e corri prá lá! Durante o pequeno trajeto, a
música e a voz do Cervantes do Brasil me guiavam. Cheguei ao local e via um
coro poderoso de 17 atores e seis músicos aproximadamente, fazendo o público
se divertir!
CABEÇA-DE-PAPELÃO – Cervantes do Brasil (Icapúi-CE)
O espetáculo, de Júnio Santos, tem uma proposta ousada e diferente. É um
espetáculo aberto em todos os sentidos que trabalha com figuras alegóricas e
arquetípicas, numa mistura de comédia dell’arte, carnaval, cordel... É um
musical que viaja por todos os ritmos como samba, rock, funk, baião, jazz e
blues que sustentam a narrativa dramática de cabo a rabo. Os figurinos me
impressionaram bastante. A maioria tem cores escuras como base, e adereços
brilhosos e atraentes, principalmente as cabeças (pinicos, relógios,
chifres, etc.) e os pênis gigantes que teimavam em pairar sobre a cabeça do
público que se divertia a valer. O uso de bonecos e escadas dava densidade e
volume ainda maior ao trabalho. Os músicos eram impecáveis e contagiavam o
lugar. O espetáculo era belo e o tema falava direto no olho do espectador
sobre as questões da exploração do homem pelo homem através de um
distanciamento histórico da fábula que mostra passo-a-passo a degradação do
ser humano desde seu convívio familiar/matriarcal até as suas relações com o
patrão e a sedução pela política. Cabeça de Papelão tem o formato de uma
“peça didática” brechtiniana e acredito que o pedagogo Junio Santos pense na
educação, não só da população como também, dos seus jovens atores, através
de seus espetáculos. O encadeamento das cenas pelas músicas, a viagem
(mítica) do herói e o uso da arte do grafite constroem o ambiente profícuo
para teatro épico. O diretor utiliza-se de personagens duplos e triplos que
agem, falam e andam em todas as direções, todos formam um grande coro que
narram a história. Desta forma, o espectador não perde nenhuma parte da
história, pois a mesma é refletida, amplificada e rebatida em todas as
direções, dando um efeito quântico à peça teatral. Apesar de tudo isto, o
espetáculo ficou confinado à cena quase à italiana, uma vez que a posição
dos músicos (ao fundo) e uma parede de lojas, à esquerda, limitaram a
movimentação e a atenção de todos: artistas e espectadores.
Depois da função, tomei uma cerveja com o Júnior, o Felippo e outros atores
da trupe. Júnior explicou o problema do ponto de luz, do circo, do caminhão
e, principalmente, das garças que foram colocadas no chafariz da praça,
diminuindo-a substancialmente. Antes, nos anos anteriores, ela ali que tudo
acontecia... Não tinha outro lugar para fazer! Disse ainda, que este projeto
reunia atores de vários grupos. Começou com quarenta e, agora, tem 26. Eles
fizeram uma opção econômica-política ao reunir um prêmio que seria de 2.000
00 reais para dez grupos e fizeram esta montagem coletiva. Enfim,
Cabeça-de-Papelão, uma brincadeira coletiva coordenada pela companhia
Cervantes do Brasil, merece ser vista. Ela estará se apresentando na mostra
Lino Rojas de Teatro de Rua/SP, em novembro, segundo o seu criador.
Depois, às 20h, eu vi o tal caminhão que atrapalhava o espaço para o
Cabeça-de-Papelão, se abrir... era o povo das minas geraes...
GIZ – Giramundo (MG)
O espetáculo de bonecos gigantes do pessoal do Giramundo encanta pela
delicadeza dos gestos dos manipuladores (aparentes) e pela forma de seus
bonecos brancos feito de tecidos. O caminhão deles (uma carreta-baú) se
transforma num palco totalmente adaptado ao trabalho do grupo e, aos poucos,
a magia dos bonecos articulados atraem, para si, cada um dos pares de olhos
paralisados que os acompanham, sem piscar. GIZ é um espetáculo que mostra a
destreza e a qualidade técnica do grupo mineiro, de renome internacional. Os
efeitos sonoros e a música mecânica são fundamentais para o sucesso da
empreitada porque são a ligação entre os movimentos dos bonecos e a
sensibilidade do público. Exaustivamente ensaiados, os sons, ritmos e
movimentos estão sincronizados e, juntos, dão sentido estético ao espetáculo
Destaque para os bonecos de um tiranossauro articulado e o do líder
político que mexe os olhos e os pés! Como sempre, o espetáculo de bonecos
encantou a platéia e surpreendeu no final apoteótico. Fiquei para ver a
desmontagem... pedaços, panos, madeira, rodízios, que antes tinham vida e
comunicavam... os bonecos estavam sendo desparafusados e colocados de lado,
soltos, divididos, cabeças prá cá, pernas e braços aqui.. corpos de tecidos
enrolados... a magia se esvanecia diante de meus olhos... Acho que fui o
único que ficou para ver aquilo. Todos os outros já haviam corrido, com suas
cadeiras, para dentro do circo onde o show continuava...
CIRCO ARNEIRÓZ
21:00h Começa a parte circense. Artistas mostram seus números: acrobacia,
palhaçaria, música. Não saberia comentar sobre as artes circenses, mas digo
que o público vibrava! Encontrei com a Vanéssia no circo... Ela me informou
que chegou num ônibus com 43 pessoas vindas de Fortaleza, Aracati e outras
cidades vizinhas. “Nos vemos amanhã, às 09h, bjs, bjs, bjs!
I ENCONTRO DO MOVIMENTO DE TEATRO DE RUA DO CEARÁ
Sexta-feira, 09h da manhã. Entro na ‘lan house’ da cidade. Tento a primeira,
a segunda... “pegou! Caiu... Espero 5 minutos... Pegou?, Não. Depois eu
volto... quanto custa? Nada... obrigado.” Sigo para a paróquia. Lá começa a
apresentação, nome, cidade, grupo, o que faz, muita gente! Diversidade!
Teatro comunitário, teatro social, teatro do oprimido, palco & rua, grupo
antigo... grupo novo... grupo só de mulheres... só de estudantes...
Vanéssia pede para eu falar um pouco sobre a experiência da RBTR, da Rede do
Rio, do edital Artes de Rua da FUNARTE. Falo sobre a importância política
que a RBTR passou ater, depois que o Redemoinho acabou... Sobre a história
da criação... Sobre os Encontros e os Desencontros... as brigas... o
disse-me-disse... a dor e a delícia de ser o que é... papo gostoso... Junio.
. Galba... Vanéssia... Murilo... Pipoqueiro... Emerson... Pedro... Jonas...
Filippo...
14h- À tarde, encontramos com o Sr. Pedro Domingues e a Sra. Alexandra
Costa funcionários do MinC. Pedro faz uma longa e completa explanação sobre
o PNC-Plano Nacional de Cultura, as antigas câmaras setoriais, os atuais
conselhos, representatividade e o
futuro PNT – Plano Nacional de Teatro.
Coloca que é fundamental a participação do teatro de rua.
Peço a palavra
para dizer que “se o governo deseja discutir o teatro no PNC, precisa ter a
visão do teatro realizado em espaços abertos. Os índices citados do IBGE,
que dizem que 90% dos brasileiros nunca assistiram a uma peça teatral, só
levam em conta aquela modalidade que ocorre no espaço fechado, em prédios
chamados TEATRO e não consideraram os espetáculos de teatro de rua.
O teatro de rua acontece em TODOS os municípios do Brasil, enquanto que a outra
modalidade, somente onde existe o prédio. Os dados dizem que, dos mais de 6
000 municípios brasileiros somente alguns possuem teatros (prédios). Logo,
neste raciocínio, poucos brasileiros já freqüentaram o TEATRO prédio. Afirmo
ainda para os representantes do MinC que “as artes produzem conhecimento,
saber, reflexão social... só que para o cidadão adquirir este saber, ele tem
que comprá-lo! Compra quando paga a bilheteria, comprando o ingresso! Assim,
somente alguns podem consumir ou pagar para ter o “saber”. Na modalidade
teatro de rua, ao contrário, este saber é distribuído e construído
democraticamente, sem privilégios de nenhuma classe social, uma vez que
ocorre em espaços abertos e não cobra pelo conhecimento adquirido.” Outra
questão que coloco para ponderação do coordenador do PNC é que “nos
prédios teatrais geralmente, os temas são os da classe média como adultério,
falências, heranças, conflitos de casais, traição , etc. enquanto que na
modalidade teatro de rua os temas são, geralmente, universais, críticas
sociais, luta de classe, debates políticos, crônicas, poesia e cordel, o que
auxilia na educação e na formação dos atores e do público, uma vez que são
informativos e atuais. Por último afirmo que “se o governo quiser realmente
criar um plano nacional para o teatro, deve inverter o olhar e VER com os
olhos do teatro de rua, que concentra a maioria da produção teatral
brasileira nos 26 estados e no distrito federal e fala diretamente para TODA
a população.
O teatro de rua possui saberes e tecnologia social desenvolvida
a milênios sobre o uso do espaço público e que as praças, ultimamente, em
nome da urbanização, estão sendo cercadas e descaracterizadas como espaço
para manifestações populares artísticas ou políticas. É comum as prefeituras
encherem de chafarizes com garças, jardins que não se pode PISAR NA GRAMA,
diminuindo consideravelmente os grandes vãos que permitem a realização das
funções artísticas.” O senhor Pedro concorda com as ponderações e diz que a
representação nos conselhos é aberta a todos que quiserem se candidatar.
Seria interessante que a RBTR subscrevesse algum candidato comprometido com
estas discussões, que os ‘mandatos’ se encerram em novembro ou dezembro
exatamente para renovação, que no Ceará, os representantes eram uma pessoa
do SATED-CE e outra que agora não lembro o nome. Fomos interrompidos pela
produção do evento que pediu para que continuássemos no outro dia, porque
havia uma necessidade de antecipar a programação.
Paramos às 16h.
Pão e Circo
Na praça principal de Arneiróz, começa o espetáculo da Cia dos Caretas, de
Fortaleza-CE – “Pão e Circo” . Eu já havia assistido este espetáculo, por
ocasião da XIII edição do Encontro de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, sob
a curadoria de Michelle Cabral, do Maranhão. É um trabalho brilhante, com
atores seguros e livres que dominam de tal forma o conteúdo dramatúrgico que
se permitem improvisar o tempo todo. O trabalho é constituído de várias
cenas isoladas que denunciam a hipocrisia da sociedade atual perante a fome
e a miséria, principalmente com aqueles mais despossuídos. O espetáculo
interage com a platéia e a faz cometer atos violentos e hediondos
(cenicamente) como matar um cachorro que não obedece o dono e come dinheiro,
ou linchar uma criança em praça pública e, finalmente, o ritual de “lavar as
mãos” O trabalho é, também costurado por músicas com estruturas
aparentemente simples, mas de um efeito teatral fantástico, geralmente
criando o comentário do coro grego. Termina o espetáculo e me convidam para
ir a Quiterianópolis, assistir ao espetáculo As Lavadeiras. “Quer ir? Entra
no carro, agora!”
17h. Estrada... o pôr-do-sol nos Inhamuns... carcará... jumentos... 47 km
até a cidade de Tauá... Um ator precisa trocar de roupa (ele havia feito o
espetáculo da Cia dos Caretas e estava também nas Lavadeiras, o Marcos).
Chegamos à Tauá, ele troca de roupa, faz maquiagem, entra na VAN!
18: 15h... estrada... a lua nos Inhamuns... Placa: QUITERIANÓPOLIS, 67 Km de
Tauá...
19:15h... QUITERIANÓPOLIS. Chegamos. Fomos orientados por um rapaz de moto
que nos aguardava na entrada da cidade para “irmos até o ginásio municipal
porque o espetáculo aconteceria lá. O local anterior foi desmarcado e o
secretário de cultura da cidade passou mal, subiu a pressão e o grupo de
reisado não vem”, disse ele. Quando chegamos ao local estava acontecendo a
festa de uma escola de ensino médio. Descemos todos e entramos no ginásio,
CONVERSA DE LAVADEIRAS – Trupe Caba de Chegar de Teatro , Fortaleza/CE
Os atores abriram caminho entre os presentes à festa junina. Eles saíram da
Van, vestidos e direto para o meio da quadra que estava cheia de mesas e
cadeiras. Tiveram que pedir para que as pessoas se levantassem para que
pudessem encenar o espetáculo. Percebi que não ia dar nada muito certo
porque o local tinha problemas de acústica, reverberação. Não se ouvia a voz
dos atores e eles não conseguiam se ouvir entre si.
A cada momento chegavam mais pessoas que não entendiam o que estava acontecendo. Uns pediam cerveja;
outros, mugunzá, bolo, tapioca, e mais cerveja... A confusão era grande e
eles, corajosamente, lá! Com toda a dignidade do ator, mas não dava! Festa
errada, lugar errado, peça errada! Eles cortaram o que puderam e fizeram a
função em mais ou menos 20 minutos, talvez menos, não sei. Saímos de lá
rindo e conversando muito sobre este e outros fatos similares que acontecem
com a modalidade de teatro de rua. O mesmo grupo me contou que uma vez,
foram contratados para fazer uma campanha sobre DST-AIDS e preparam vários
adereços e esquetes sobre a relação sexual. A primeira escola que os
mandaram visitar foi... uma creche! Crianças e bebÊs! Eles não sabiam muito
bem o que fazer com os adereços... usaram as chupetas! Jantamos e retornamos
22: 15h... o retorno, a estrada... a lua nos Inhamuns... Placa: TAUÁ , 67 Km
..
23: 20... Tauá, estrada, Placa: Arneiróz mais 47km.
DIA 13/06 - 09h. Na manhã seguinte, me dirigi ao Salão Paroquial Nossa
Senhora da Paz. Lá estavam os dois representantes do MinC. Após fala do
Pedro Domingues sobre o PNC e outras colocações, Galba percebeu que era
necessário mudar a dinâmica do encontro e propôs que “todos se dividissem em
GTs sobre os temas que haviam levantado. Assim todos poderiam falar mais dar
opiniões...” Isto correu e durou toda a amanhã. Às 12:00 retornamos à
plenária e eu fiz o lançamento do livro e do DVD do Tá Na Rua. Deixei lá,
também duas revistas do MTR-SP e duas do MTR-RJ que eu havia levado na
bagagem. Faltaram livros para todos os grupos...
12h. Fomos almoçar!
13h. Coloquei o DVD sobre teatro invisível com o Augusto Boal, era uma forma
de homenagear nosso grande mestre e enriquecer o nosso encontro. Quando
terminou, quase todos pediram para fazer cópias deste material porque
consideraram ele único, raro sobre Teatro Invisível, que já haviam lido mas
não visto, etc. Fizemos!
14h. Organização, debate, relatos, discussão. Quem faz o quê! Compromisso!
Às 17 horas, saí de Arneiroz antes de ver a carta ficar pronta! Eu tive que
sair para pegar uma carona de volta para Fortaleza.
Às 21 horas saí de Tauá.
Às 22 horas, o carro quebrou na estrada. Gasolina batizada. Assim conheci
Mombaça. Cidade bonitinha e desenvolvida.
Às 23:30 consegui entrar num ônibus que iria para Fortaleza via Quixeramobin
Às 05: 00h cheguei à Fortaleza. Hotel. Dormir até às 10h. Comer alguma coisa
Aeroporto!
19h. Guarulhos/SP. Conexão. Esqueço o celular no raio-X em São Paulo! Merda!
21h. Santos Dumont – Rio de Janeiro.
Sexta-feira. Dia 19. Vanéssia divulga a carta de Arneiróz na RBTR.
Resolvo escrever como foi importante esta viagem para mim e envio a vocês!
Obrigado, pessoal do Ceará!
Licko Turle